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Nelsinho
ROMARIA

Festa do Muquém faz Jaraguá ficar vazia

As escolas funcionam precariamente com um número de alunos reduzido e as empresas são obrigadas a se adaptarem a realidade que é imensa debandada de jaraguenses rumo ao Muquém.

11/08/2019 18h18Atualizado há 2 meses
Por: Cláudio Bertode
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Localizada a 45 km da cidade de Niquelândia, o Muquém sempre foi um ponto procurado pelos habitantes da cidade de Jaraguá. Alguns até vão antes para montar suas barracas, outros fecham seus negócios, empresas, como é o caso da pizzaria do Deley e do restaurante do Kim, pontos muito conhecidos da cidade e que fecham as portas e só reabrem depois da festa. Muitos vão em busca paz espiritual, por devoção e muitos vão em busca de farra. Alguns fazem uma parte do percurso a pé para pagar alguma promessa ou para ter alguma benção.

OPORTUNIDADE PARA POLÍTICOS

Como o Muquém é um ponto de encontro de políticos de Goiás inteiro, é a oportunidade para 0s líderes de Jaraguá aproveitam para fazer articulações para as próximas eleições. Em ano anterior, até houve polêmica quando vereadores usaram os carros oficiais da Câmara para fins pessoais.

DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA

Em agosto acontece a festa de Nossa Senhora da Abadia de Muquém,na cidade de Niquelândia ( Diocese de Uruaçu-Niquelândia ) que começa no dia 5 e se encerra dia 16. O local nessa época é muito visitado por romeiros e chega a ter 200 mil pessoas  de Goiás e do Brasil, que embarracam no local até o fim da festa. Quase sempre são pessoas que vão pagar promessas e oferecer prendas pelas graças recebidas.

O seu santuário é um dos maiores do Brasil,comportando 28 mil pessoas sentadas. Acontece sempre uma missa no Morro Cruzeiro, a mais de 100 metros do chão, onde o romeiro sobe para participar, cumprir alguma promessas e contemplar a beleza panorâmica lá de cima. Nos últimos anos,segundo estimativas,cerca de 400 mil pessoas estiveram presentes na romaria.

 

COMO COMEÇOU A ROMARIA

 

Embora não seja das fontes mais confiáveis, mas segundo edição no wikipedia, ninguém sabe ao certo quando começou a festa, mas existem duas versões. Uma delas conta a história de um jovem chamado Gonçalo que teria assassinado seu amigo Reinaldo, pelo amor de uma moça. Isto no século XVIII, na cidade de Goiás. Foragido, acaba ficando na tribo dos xavantes, onde torna-se um dos líderes guerreiros e é batizado com o nome de Itagiba. Na noite de núpcias com a filha do cacique, é enganado por um rival e flecha sua mulher e o irmão dela, acreditando que ela o traía. Desesperado, Gonçalo (Itagiba) foge da aldeia e encontra-se com Inimá, seu rival. Num duelo com Inimá, este atira uma flecha contra o peito de Gonçalo, que é salvo por uma medalha de Nossa Senhora que carregava. Arrependido de sua vida de crimes, Gonçalo torna-se um ermitão dedicado a Nossa Senhora do Muquém. Esta é a versão do escritor Bernardo Guimarães, em O Ermitão de Muquém (1858).

A outra versão conta que existia em Muquém um quilombo onde, tempos depois, os escravos foragidos foram presos sem que houvesse morte de nenhum deles. Há ainda o fato de que o português Antonio Antunes garimpava no local sem licença. Foi descoberto e escapou ileso de um processo severo. Ele atribuiu o fato – como tantos outros – a um milagre de Nossa Senhora. Como gratidão à Virgem, ele ergueu uma capela no local.

 

 

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